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quinta-feira, 29 de novembro de 2007

mundo digital


Na "New Yorker", Alex Ross escreve texto sobre o potencial casamento de sucesso entre a música clássica e a internet. A Deutsche Grammophon acaba de inaugurar sua loja virtual de downloads; a English National Opera começa a oferecer em seu site downloads gratuitos de entrevistas com artistas e trechos de suas produções; o Metropolitan de Nova York passa a oferecer a possibilidade de download de 100 gravações de óperas de seus arquivos, desde uma “Carmen” com Rosa Ponselle em 1937 a um “Don Pasquale” com Juan Diego Florez e Anna Netrebko gravado em 2006; e o site Keeping Score começa a disponibilizar serviço em que você pode assistir a um vídeo de concerto com a partitura e anotações do maestro passando pela tela.

quarta-feira, 28 de novembro de 2007

caça ao intérprete

Você já ouviu falar na Philharmonia Slavonica, na Camerata Romana, nos regentes Alberto Lizzio e Alfred Scholz? Euterpe e Clio dá uma boa dica de artigo encontrado na internet - o texto fala sobre aqueles intérpretes fantasmas, ou seja, as orquestras e solistas fictícios criados por selos pequenos para disfarçar a utilização de gravações comerciais e, assim, fugir do pagamento dos direitos autorais. Alguns comentários já foram feitos pelo Lauro no post abaixo sobre a "Carmen".

diva black power

Com alguns dias de atraso, coloco aqui a matéria que João Marcos Coelho escreveu para o “Cultura” do Estadão sobre a soprano Measha Brueggergosman, que está lançando o CD “Surprise”, com canções de Schoenberg e William Bolcom. Detalhe, ela vem ao Brasil no começo de dezembro, para recitais no Rio e em São Paulo.



Os mais velhos dirão que ela é uma perfeita raylette (as generosas black singers que faziam os backing vocals de Ray Charles nos anos 50 e 60); para os mais novos, não ficaria mal como coadjuvante de algum rapper famoso tipo Eminem ou Public Enemy. Os mais revolucionários a apontariam como modelo físico ideal de parceira de Malcolm X, o pantera negra que liderou os negros nos movimentos dos anos 60 nos EUA. Pois esta imensa e arredondada cabeleira deve ser, de fato, um disfarce. Pasmem. Ela é cantora lírica, e soprano das boas. Foi "adotada" como mais nova revelação da Deutsche Grammophon, que está apostando em seu carisma e em sua voz tanto quanto investiu na faxineira do Kirov que virou a diva lírica do momento, a belíssima russa Anna Netrebko (que, por sinal, acaba de ser escolhida como artista do ano pelo vetusto anuário Musical America). Chama-se Measha Brueggergosman e seu sobrenome é estrambótico o suficiente para que ela ensine, em áudio no seu site, como se pronuncia. Mas é simples: ela juntou o seu ao sobrenome do marido. Daí o Brueggergosman. Aos 30 anos, só tem duas gravações comerciais anteriores, realizadas em 2005 e 2006, para o selo canadense CBC. Em um, canta as Nuits d'Eté de Berlioz; no outro, interpreta os norte-americanos Aaron Copland e Samuel Barber. A campanha promocional da DG foi orquestrada para levá-la rapidamente ao estrelato. Agora, seu CD de estréia na nova gravadora, Surprise, tem lançamento simultâneo no mercado internacional e no Brasil. Sim, você leu certo. É o milagre do patrocínio com as bênçãos da Lei Rouanet. Porque uma empresa decidiu patrocinar duas apresentações de Measha em São Paulo em dezembro (Teatro Alfa, dia 6) e Rio (Sala Cecília Meirelles, dia 10), temos o privilégio de ver nas lojas seu CD em real time com o exterior. Chique, não?

Continua aqui.