quinta-feira, 24 de maio de 2007

números da indústria

Em seu novo livro, "The Life and Death of Classical Music”, Norman Lebrecht fornece alguns números sobre a indústria fonográfica que me surpreenderam - sempre achei, por exemplo, que Callas era a recordista de venda de CDs e que o álbum mais vendido da história era o gravado pelos Três Tenores em 1990, para não falar que jamais imaginei que o maestro Georg Solti estivesse tão bem cotado nas listas de vendagem, que reproduzo abaixo.

Os CDs mais vendidos

1- Wagner: O Anel do Nibelungo
Georg Solti, 1958-65 (Decca)
18 milhões de cópias

2 - Os Três Tenores
Pavarotti, Domingo, Carreras, Mehta, 1990 (Decca)
14 milhões de cópias

3 - Vivaldi: As Quatro Estações
I Musici, Felix Ayo, 1959
9,5 milhões de cópias

4 - Os Três Tenores
Pavarotti, Domingo, Carreras, Mehta, 1994 (Warner)
7,8 milhões de cópias

5 - Canto Gregoriano
Seleções, 1994 (EMI)
5,5 milhões de cópias

6 - Sacred Arias
Andrea Bocelli, Chung, 1999 (Phillips)
5 milhões de cópias

7 - Tchaikovski : Concerto para Piano nº 1
Van Cliburn, 1953 (RCA)
3 milhões de cópias

8 - Puccini: Tosca
Callas, Gobbi, 1953 (EMI)
3 milhões de cópias

9 - O Holy Night
Pavarotti, 1976 (Decca)
3 milhões de cópias

10 - Ramirez: Missa Criola
José Carreras, 1990 (Phillips)
3 milhões de cópias

Os dez artistas que mais venderam discos

1- Herbert von Karajan - 200 milhões
2- Luciano Pavarotti - 100 milhões
3- Georg Solti - 50 milhões
4- Arthur Fiedler/Boston Pops - 50 milhões
5 - Leonard Bernstein - 30 milhões
6 - Maria Callas - 30 milhões
7 - James Galway - 30 milhões
8 - Plácido Domingo - 30 milhões
9 - José Carreras - 30 milhões
10 - Neville Marriner - 30 milhões

2 comentários:

Lauro Machado disse...

O azarão é a "Misa Criolla" em décimo lugar. Nunca me passaria pela cabeça incluí-la numa lista de best-sellers (ela e a "Missa Luba" foram um modismo de uma época em que você ainda devia estar no grupo escolar). Outra coisa que me espanta é canto gregoriano estar tão bem cotado -- mas lembro-me de uma época em que ele andou na moda (ha via um bar em Belo Horizonte, point de intelectuais que morriam de tédio e curtiam suas mazelas existencialistas, em que só tocava canto gregoriano... um saco!). Quanto a Boccelli e "Quatro Estações", não me espantam. Mas dou a mão à palmatória: nunca teria adivinhado que o puxa-fila é o "Anel". Agora, von Karajan dar de capote em Pavarotti, com o dobro de discos vendidos, essa é muito interessante. E não me espanta que Pavarotti esteja bem acima de Plácido Domingo, apesar da longevidade e da maior consistência artística (a começar por extensão de repertório) desse último.

pedrita disse...

o que é marketing dos três tenores não fez. joão, fiz o post de chapéu de palha no meu blog. beijos, pedrita