quinta-feira, 28 de junho de 2007

pela rede

Uma seleção de artigos encontrados na internet. No Philadelphia Inquirer, texto sobre o modo como a decadência das gravadoras criou uma geração de grandes regentes pouco conhecidos internacionalmente; no New York Times, perfil do dentista de 36 anos que virou fenômeno na Inglaterra ao ganhar um daqueles programas de calouros interpretando uma versão da ária Nessun Dorma, de Turandot; já nos Los Angeles Times, o crítico Mark Swed ouve discos de Phillip Glass, Valentin Silvestrov e Peteris Vasks e discute a sinfonia no século 21; e, em entrevista ao Financial Times, de Londres, o maestro Lorin Maazel ataca a crítica norte-americana, que não tem gostado muito de seu trabalho à frente da Filarmônica de Nova York.

Um comentário:

Lauro Machado disse...

O problema da "not-so-grand Orwellian opera" de Lorin Maazel não é ele permanecer fiel à tonalidade -- não tenho problema nenhum com isso. É a ópera não possuir música que corresponda, dramaticamente, à atmosfera tensa e inquietante de "1984", o livro -- embora o libreto seja bastante bem escrito. Talvez ele se dê melhor, realmente, tratando um assunto mais leve, mais "bubbly"!

Quanto ao Maazel regente, tenho a sensação de que ele é o caso típico do sujeito que evoluiu do gênio para o mero talento. Reescutei, um dia desses, várias das sinfonias de Sibelius, da integral feita entre 1963-1968, comparando-as com execuções ao vivo de Mahler com a NYPh, que uma amiga trouxe de Nova York. Alguma coisa de fato parece ter-se perdido no meio do caminho.