quarta-feira, 10 de janeiro de 2007

maestro novo no pedaço


Um nome que eu, particularmente, não conhecia. Mas no qual, pelo jeito, vale a pena ficar de olho. A Ópera de São Francisco anunciou hoje de manhã que o italiano Nicola Luisotti será seu novo diretor musical e regente titular a partir da temporada 2009/2010, substituindo o maestro Donald Runnicles. Segundo a direção do teatro, “ele é o diretor musical ideal para o novo passo na vida da companhia: um artista apaixonado, especialmente experimentado no repertório italiano”. Luisotti estudou canto e piano e começou sua carreira profissional trabalhando como pianista no Scala e cantando no coro do Maggio Musicale de Florença. Como maestro, deu seus primeiros passos também em Milão, sob orientação de Riccardo Muti e Lorin Maazel, até assumir seu primeiro posto, regente do coro do Teatro La Fenice. Em 1999, tornou-se diretor do Teatro Verdi de Salerno. Sua estréia fora da Itália foi em 2002, com um ‘Trovatore’ na Ópera de Stuttgart. A estréia no Metropolitan de Nova York foi em outubro, regendo uma série de Toscas. Seus próximos compromissos incluem récitas no Covent Garden (‘Trovatore’ e ‘Butterfly’), Ópera de Viena (‘Simon Boccanegra’) e o Teatro Real de Madri (‘Trovatore’). Dando uma olhada na internet, achei referência a uma gravação feita por ele, um Stiffelio gravado ao vivo no Teatro Lírico Giuseppe Verdi de Trieste para o selo Dynamic Italy. No site da Amazon, dá para ouvir alguns trechos.

2 comentários:

Lauro Machado disse...

Tenho esse "Stiffelio" da Dynamics, João. A regência do Luisotti é correta, leva o espetáculo adiante com uma certa certa fluência; mas nesse registro, que já tem alguns anos, ainda é difícil avaliar se ele tem realmente traços mais distintivos como maestro -- que pode perfeitamente ter adquirido, de lá para cá. Curioso é que, dessa gravação, participam dois cantores que estiveram aqui, no Teatro Municipal, pouco antes. Mario Malagnini, que fez Pinkerton, ao lado da Butterfly de Michele Crider, em 1995; e a grega Dmitra Theodossiu que, no ano seguinte, fez uma Desdêmona muito delicada ao lado de um tenor russo -- cujo nome esqueci -- que mais parecia um touro solto numa loja de louça. Luisotti é mais um nome para se ficar atento, nessa nova geração de maestros.

Simone Iwasso disse...

bom menino!