sexta-feira, 23 de março de 2007

entrevista com john neschling

Ainda a propósito da turnê da Osesp: o maestro John Neschling deu uma entrevista a Jamil Chade, correspondente do "Estadão" na Suíça, publicada ontem no jornal. “O governo não tem berço. E me refiro à falta de berço cultural. Não há uma compreensão da importância do fortalecimento das orquestras e falta conhecimento no governo sobre a importância da música erudita. Há poucos meses, as orquestras do País se reuniram em uma liga nacional. Durante o primeiro encontro, tivemos a presença do ministro da Cultura Gilberto Gil. Ele reconheceu que o primeiro mandato do governo Lula não fez muito pelas orquestras. Mas prometeu que novas iniciativas seriam lançadas neste segundo mandato”, diz o maestro. Para ler a íntegra da entrevista, clique aqui.

3 comentários:

Renato Mesquita disse...

Se a falta de berço do atual governo fosse apenas cultural, pior para a cultura , mas menos mal para o País. o diabo é que a falta de berço é total, em todos os aspectos... Enfim, deixa prá lá...

pedrita disse...

eu li essa entrevista. concordo com o renato, o problema na cultura do país é o desinteresse pelo tema como um todo. hj li na monica bergamo que o lula indica livros no site, sendo que todos os amigos dele sabem que ele não gosta de ler. e a cultura de apoio aos amigos também precisa acabar. infelizmente a política cultural do governo lula é pontual e incipiente em todos os segmentos. não seria diferente com a música erudita. beijos, pedrita

carcamano disse...

Calma lá, pessoal. Música erudita não é a única forma de cultura. Não sejam elitistas como o maestro. Aliás, melhor do que gstar o que se gasta com o salário dele seria ensinar música nas escolas públicas. Mas o dinheiro público está aí para proporcionarmos música de qualidade para platéias européias ou para os que se sentem como tal na sala São Paulo. Pode faltar uma política federal mais ampla, mas achar que subsidiar coisas como a OSESP vai melhorar o nível cultural nacional é bobagem.