terça-feira, 27 de fevereiro de 2007

caso joyce hatto - repercussões

A nota distribuída pela EFE sobre a confissão do produtor William Barrington-Coupe, transcrita no post abaixo, tem um erro – a carta dele foi publicada na “Grammophone”, mas o primeiro destinatário foi o diretor do selo BIS, detentor dos direitos de uma das gravações copiadas. Aproveito a correção para colocar aqui links para matérias sobre a confissão, é só clicar no nome do jornal. The New York Times, Guardian, Telegraph, Gramophone.

2 comentários:

wanderley disse...

interessante, preocupante. hora de uma reflexão sobre o trabalho da crítica especializada, seus limites, sua fragilidade e uma discussão aberta sobre uma eventual nova postura frente aos desafios provocados pela junção da tecnologia com a fraqueza (ganância?) humana.
a incerteza sobre a participação da sra. Hatto no episódio deixa uma sensação desagradável para aqueles que a honraram.

joãoluiz disse...

oi, wanderley, bom te ver por aqui. você tem toda razão: o papel da crítica especializada é uma das questões mais importantes a surgir do episódio Joyce Hatto. Alex Ross, da New Yorker, escreveu que o caso serve como tubo de ensaio para uma discussão sobre como a mitologia e os aspectos não musicais interferem na nossa percepção. Em outras palavras, até que ponto uma grande história (no caso, uma pianista pouco conhecida, lutando contra o câncer, que, de repente, se revela um grande talento escondido) não interfere na maneira como ouvimos a música, para o bem e para o mal. Especialmente em uma época em que gravar um disco é tão fácil, é preciso perguntar não apenas qual o papel do crítico mas, em especial, quais os instrumentos de que ele deve lançar mão na hora de fazer seu julgamento. Em breve, estaremos de volta ao tema, não apenas no jornal como no blog.