terça-feira, 27 de fevereiro de 2007

a valquíria - enquete

Não costumo colocar posts com enquetes, mas acho que esta vale a pena. O maestro Lorin Maazel, como está em um post aí embaixo, voltará a reger no Metropolitan Opera depois de 45 anos de ausência. Será em janeiro e fevereiro do ano que vem, com A Valquíria, de Wagner. Ele afirmou que aceitou o convite porque o elenco que lhe ofereceram pareceu interessante -relembrando: Lisa Gasteen (Brünhilde), James Morris (Wotan), Adrianne Pieczonka e Deborah Voigt (Sieglinde), Stephanie Blythe e Michelle DeYoung (Fricka), Clifton Forbis e Simon O'Neill (Siegmund) e Mikhail Petrenko (Hunding). Isso leva à minha pergunta: em sua opinião, qual seria hoje um elenco ideal para "A Valquíria"? O Lauro Machado Coelho já deu sua lista lá embaixo, em um comentário ao post.

7 comentários:

pedrita disse...

eu adoro enquetes em blogs, mas não tenho como palpitar nessa, que pena. beijos, pedrita

Renato Mesquita disse...

eu quero fazer uma outra observação: a entrada do Peter Gelb no MET tem trazido muitas novidades importantes, a mais significativa talvez seja a própria personalidade do novo diretor geral, um marketeiro de enorme competencia cuja principal missão é tornar o MET uma casa de espetáculos tão ou mais atrativa que oa teattos da Broadway. Isso é essencial para a casa, depois do débacle do 11 de setembro.

Com inteligência superior, o Gelb trouxe de novo o MET para a mídia, abrindo a temporada com um espetáculo transmitido por telões, colocando em cena um boneco articulado como o filho da Butterfly ( que rendeu mais linhas na mídia que o escândalo Alagna no Scala). Agora mesmo o Gelb anunciou uma Norma para Fleming em 2010!!! Qu senso de oportunidade, trazer uma discussão de críticos e de aficionados com quatros nos de antecedência ( quem sabe o que acontecerá com a carreria da Fleming em 2010?).

Esse convite inusitado - não pelo Maazel - mas pela forma como aconteceu me parece mais uma jogada de marketing e um golpe baixíssimo no Levine,que se viu atacado em um repertório que no MET é sua esclusividade,e que é a única possível resistência interna ao poder quase absoluto que o board deu ao Gelb.

Levine, que já tem um pé em Boston, pode, diante disso, mudar de casa e abrir caminho para uma renovação mais que saudável na direção musical da casa. Vamos esperar mais um lance palpitante nesse complicado jogo de xadres....

joãoluiz disse...

renato, eu me pergunto - e jogo a pergunta a você: com a eventual saída de Levine do Metropolitan, quem hoje poderia assumir seu posto? abs

Renato Mesquita disse...

me pergunto se o MET - ou as demais casas de ópera - precisa de um diretor artístico que acumule o papel de regente titular. Penso que no caso do MET, com diretores gerais tão pouco expressivos depois do Rudolf Bing, foi necessário que o Levine acumulasse não duas, mas três coroas :a de regente titular, a de diretor artístico e a de administrador "ad hoc".

Nesse caso, com uma eventual saída do Levine, acredito que haja gente boa no pedaço, tanto para a direção artística, quanto para a titularidade da orquestra; nesse último posto que tal o Jurowsky que tem feito um excelente trabalho em Glyndeborne, o Daniel Harding, o Paul Daniel, o Minkowski - esses de uma geração mais nova. E o Muti, que está desempregado? e o meu sonho de consumo, o Abbado? ( nessas duas últimas lembranças deslizei feio na maionese....)

Renato Mesquita disse...

e o Gerghiev que já é o co-titular?

Lauro Machado disse...

Renato, você não acha que terem convidado agora o Lorin Maazel para -- como você mesmo disse, atacando na seara do Levine -- é uma tentativa de usar a prata da casa para neutralizar o prestígio do Guérguiev? A reação à indicação dele como "chief guest conductor", quando se anunciou a saída do Levine para Boston, não foi nada boa.

Renato Mesquita disse...

Esse cara, o Peter Gelb, foi o CEO da DGG e conseguiu fazer o impossível: estancar a retração das vendas de CDs do selo; ele me parece um daqueles lobos que, sob pele de cordeiro, sabem muito bem o que desejam; é uma esfinge que dá as suas cartas sem que os adversários percebam.